Estudiantes e Flamengo deixaram a série aberta rumo à volta no Rio de Janeiro
O ‘Pincha’ e o atual campeão empataram por 0 a 0, em uma partida de muito atrito e poucas chances claras.- O ‘Pincha’ e o atual campeão empataram por 0 a 0, em uma partida de muito atrito e poucas chances claras.
- A série será decidida na quinta-feira, 22 de outubro, no Maracanã, por uma vaga na Final de Montevidéu.
Estudiantes e Flamengo empataram por 0 a 0 no Estádio Jorge Luis Hirschi, na ida das Semifinais da CONMEBOL Libertadores, e tudo será decidido na quinta-feira, 22 de outubro, no Maracanã, com a vaga na Final de Montevidéu em jogo. Foi uma partida de muito atrito e poucas chances claras nas duas áreas.
As duas equipes chegaram com desfalques importantes. O Flamengo não contou com Giorgian De Arrascaeta, que fraturou o punho esquerdo em um amistoso pela seleção uruguaia, nem com Danilo, operado após uma dupla fratura na mandíbula: nenhum dos dois estará disponível para a volta. Também ficaram de fora Jorginho, suspenso após a expulsão nas Quartas de Final, e Ayrton Lucas e Evertton Araújo, que se recuperam de lesões musculares leves.
Para a volta, Jorginho já estará liberado, e os outros dois podem estar à disposição se evoluírem bem. Leonardo Jardim deu uma vaga entre os titulares a Jorge Carrascal, habitual opção no banco, que em 2025 havia marcado o gol da vitória na ida da Semifinal contra o Racing.
O Estudiantes saiu impondo condições desde o início, com uma postura agressiva e instalado no campo adversário. A primeira chegada foi sua, aos 2' do primeiro tempo: um chute de fora da área que Agustín Rossi segurou em dois tempos.
Esse ímpeto inicial foi se diluindo. O Flamengo tomou conta da bola e escolheu onde jogar: longe de recuar, levou a partida para o campo do Estudiantes e impôs sua qualidade do meio-campo para frente. O ‘Pincha’ acabou parando os avanços com faltas para evitar que o Flamengo deslanchasse em campo, e seus dois volantes terminaram com cartão amarelo: Alexis Castro aos 35' do primeiro tempo e Ezequiel Piovi, um dos dez jogadores com mais desarmes do torneio segundo a Opta, aos 43' da mesma etapa.
O Estudiantes buscou o jogo aéreo, com bolas paradas e cruzamentos para Guido Carrillo. Mas, além daquela primeira defesa de Rossi, nenhuma dessas chegadas preocupou o ‘Mengão’ antes do intervalo. O segundo tempo manteve a mesma dinâmica, com o Flamengo sem pressa e o Estudiantes fiel ao jogo direto. Aos 23' do segundo tempo, Alexander Medina mexeu no time: Joaquín Correa substituiu Tiago Palacios, que voltava a jogar a CONMEBOL Libertadores após a lesão muscular sofrida em 18 de agosto contra a Universidad Católica, na volta das Oitavas de Final.
Na pausa para hidratação do segundo tempo, Medina pediu aos jogadores que aprofundassem o que vinham fazendo: iniciar as jogadas pelo meio e depois abrir a bola pelos lados para chegar à linha de fundo. A entrada de Correa, que se posicionou atrás de Carrillo como um segundo centroavante, acompanhou essa ideia.
Medina recorreu então a dois colombianos: aos 29' do segundo tempo, entrou Edwuin Cetré no lugar de Joaquín Tobio Burgos e, um minuto depois, Miguel Monsalve no de Baltasar Rodríguez. Cetré já havia se associado a Correa nos 3 a 0 sobre a Universidad Católica em Santiago: após um contra-ataque conduzido por Correa, fez o cruzamento que Carrillo desviou para marcar o terceiro gol.
Àquela altura, o Flamengo também somava dois cartões amarelos: Lucas Paquetá foi advertido aos 18' e Jorge Carrascal, aos 26' do segundo tempo. Carrascal, de perfil mais criativo, transformou-se desta vez em um meio-campista aguerrido: com uma pressão constante, ajudou a impedir que o Estudiantes saísse jogando com a bola limpa desde a defesa.
Jardim fez suas primeiras substituições aos 35' do segundo tempo, ambas no ataque: Pedro, autor do gol do 1 a 0 sobre o Estudiantes na Fase de Grupos, substituiu Bruno Henrique, artilheiro da equipe na edição, e Gonzalo Plata entrou no lugar de Samuel Lino. Quatro minutos depois, Joaquín Freitas, com passagem pelo River Plate, entrou no lugar de Lucas Paquetá.
A série chega à volta com um dado que a torna única: nem o Estudiantes nem o Flamengo jamais perderam uma Semifinal em mata-mata da CONMEBOL Libertadores. No Maracanã, só um dos dois poderá manter essa marca.
Fonte:Conmebol
