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Gustavo pela Cidade

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Gustavo Henrique é pai de autista, formado em Direito, especialista em marketing político e comercial, Servidor Público, empreendedor social e ativista. " Sua Vontade de vencer só pode ser dominada por você, jamais pelo medo. O resultado do que fazemos, nos espera mais adiante ". WhatsApp: (86) 99828-0000 As publicações feitas neste espaço são de inteira responsabilidade do autor e podem não representar necessariamente o pensamento deste site revista.

Whindersson volta a Teresina provando que rir ainda é o melhor “culto” possível

No Albertão, humor, caos, reflexões e muita risada — tudo embalado pelo piauiense que transforma vida real em espetáculo
Gustavo pela Cidade

Se alguém ainda duvidava que Whindersson Nunes sabe transformar qualquer estádio em templo do riso, o último domingo, 23 de novembro, no Albertão, serviu como prova definitiva — e devidamente registrada em decibéis de gargalhada. O humorista apresentou o espetáculo “Isso Definitivamente Não é um Culto”, e, olha, se não é culto, então é no mínimo uma missa animada com direito a fiel passando mal de tanto rir.

O show também abriu espaço para humoristas do Piauí e de fora, reforçando aquela velha verdade que Whindersson comprova na prática: luz boa se divide, não se apaga. Uma raridade no show business, onde muita gente quer subir no palco empurrando o colega pela escada.

Eu, Gustavo Henrique, fui, sentei, ri e ainda contagiei os vizinhos de assento — porque boa comédia é infecciosa de um jeito que a vigilância sanitária nem reclama. Foi ali, entre uma gargalhada e outra, que percebi que grande parte do show é um compilado deliciosamente exagerado de experiências reais do próprio Whindersson. Especialmente sua passagem voluntária por uma clínica terapêutica — um universo que ele narra com uma mistura perfeita de respeito, ironia e aquele humor que só quem viveu pode contar.

Do jeito dele, o piauiense transforma sua estadia em algo quase mitológico, povoado por personagens tão únicos que ganham apelidos mais precisos que diagnóstico médico. E o melhor: sempre preservando a dignidade de quem esteve lá com ele, provando que é possível fazer humor sobre temas delicados sem desumanizar ninguém.

No palco, Whindersson entregou aquele caldeirão típico que só ele consegue servir: fim do mundo, religião, redes sociais, comportamento humano, caos existencial e, claro, aquela pitada de maluquice que mantém tudo irresistivelmente engraçado. Humor com reflexões, ironia com humanidade — e muita provocação honesta que fez o público pensar enquanto tentava recuperar o fôlego.

Se o objetivo era mostrar que Teresina ainda tem lugar especial no coração do artista, missão cumprida com brilho. E risos. Muitos risos.
Whindersson Nunes

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