Merenda reforçada, futuro alimentado
Governo reajusta repasse em 14,3% e leva investimento a R$ 6,7 bilhões em 2026Se aprender dá fome, o governo resolveu garantir que, pelo menos na escola, o prato não venha vazio. O Ministério da Educação anunciou reajuste de 14,35% no repasse do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para 2026 — uma atualização que tenta acompanhar a inflação dos alimentos e proteger aquilo que, na prática, sustenta milhões de estudantes todos os dias: a merenda.
Com o novo valor, o investimento total no programa chega a R$ 6,7 bilhões. Para efeito de comparação, em 2022 o orçamento era de R$ 3,6 bilhões. Ou seja, desde 2023 houve aumento acumulado de 55%, e, olhando para quatro anos atrás, o salto chega a 80%. Parece que, dessa vez, o cardápio também entrou na pauta das prioridades.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o reajuste já será aplicado na primeira parcela do cronograma de pagamentos, garantindo que estados e municípios tenham melhores condições de manter a qualidade das refeições.
Em tempos em que o preço do arroz, do feijão e da proteína insiste em subir, reforçar a merenda não é detalhe administrativo — é política pública que impacta diretamente a aprendizagem. Afinal, é difícil falar de matemática com o estômago vazio.
A merenda escolar vai além do lanche: é incentivo à permanência, combate à evasão e, para muitos alunos, a refeição mais equilibrada do dia. Reajustar valores pode não render manchetes barulhentas, mas certamente faz diferença silenciosa nas salas de aula do país inteiro.
No fim das contas, investir em alimentação escolar é investir em concentração, rendimento e dignidade. E, convenhamos, quando a educação é prioridade, até o tempero da política parece melhorar.
Fonte: Revista40graus, MEC e colaboradores
