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Ataque de EUA e Israel mata líder supremo do Irã e amplia conflito

Bombardeios eliminam Khamenei e cúpula militar; região reage sob ameaça de escalada
Redação

Os Estados Unidos e Israel realizaram, a partir da madrugada de sábado (28), uma ofensiva militar contra o Irã que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, no poder desde 1989. A operação, chamada de “Fúria Épica”, também atingiu integrantes centrais da estrutura militar iraniana, aprofundando a crise no Oriente Médio.

A ação ocorreu dias antes de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia reiterado que pretendia ver o programa nuclear de Teerã completamente desmantelado. A via diplomática, ao que tudo indica, perdeu prioridade.

Retaliação atinge países vizinhos

O Irã reagiu com ataques de mísseis e drones contra posições dos EUA e de Israel na região. Houve registros de explosões em Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Iraque. Um porto em Duqm, em Omã país que vinha mediando as negociações foi atingido, assim como um petroleiro próximo ao estreito de Hormuz.

Foto: Zain Jaafar / AFPUm projétil iraniano cruza o céu acima da cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 1º de março de 2026
Um projétil iraniano cruza o céu acima da cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 1º de março de 2026

As autoridades iranianas prometeram “a maior ação ofensiva da história da República Islâmica”, fundada em 1979, enquanto Washington respondeu com alertas de uso de força “nunca vista antes” em caso de nova escalada.

Cúpula militar eliminada

Segundo a mídia estatal iraniana, a cúpula militar foi morta durante uma reunião em Teerã que avaliava os ataques iniciais. Entre os mortos estariam o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi.

O alcance da operação foi interpretado como uma tentativa de desarticular simultaneamente a liderança política e militar do regime — estratégia que, na prática, deixa pouco espaço para transições graduais.

Governo anuncia transição

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian reapareceu em pronunciamento transmitido pela mídia estatal, classificando o ataque como “declaração de guerra” e prometendo retaliação. Ele integrará um conselho provisório ao lado do chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, e do aiatolá Alireza Arafi, representante do Conselho dos Guardiões.

A sucessão definitiva caberá à Assembleia dos Peritos, composta por 88 membros religiosos, responsável por escolher o novo líder supremo processo que ocorre em meio a bombardeios e promessas de vingança.

Luto oficial e incerteza

O governo iraniano decretou 40 dias de luto e sete dias de feriados públicos. O perfil oficial de Khamenei nas redes sociais publicou um versículo do Alcorão após a confirmação da morte.

Com a liderança histórica eliminada e confrontos em andamento, o equilíbrio regional entra em uma fase de instabilidade ampliada. A sucessão no topo da teocracia iraniana ocorre sob pressão militar externa e mobilização interna um cenário que combina rito institucional e urgência estratégica.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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