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Confronto naval amplia tensão entre Irã e Estados Unidos no estreito de Hormuz

Incidentes envolvem porta aviões, petroleiros e rota estratégica do petróleo mundial
Redação

O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel avançou para o ambiente marítimo neste domingo com relatos de ataques e contra ataques em áreas estratégicas do Oriente Médio. Autoridades iranianas afirmaram ter lançado mísseis contra o porta aviões americano USS Abraham Lincoln, enquanto Washington declarou que os projéteis não atingiram a embarcação.

Segundo o governo dos Estados Unidos, os mísseis não chegaram a representar impacto direto no navio que opera no mar Arábico próximo a Omã. O grupo naval integra o conjunto de forças mobilizadas na região, que também conta com o apoio do porta aviões USS Gerald R Ford no Mediterrâneo oriental.

Foto: IRIB TV - 11.mai.20/AFPA corveta iraniana Jamaran, que os EUA disseram ter afundado neste domingo, em exercício naval
A corveta iraniana Jamaran, que os EUA disseram ter afundado neste domingo, em exercício naval

No mesmo dia, dois petroleiros foram atingidos no estreito de Hormuz, corredor marítimo por onde transita cerca de vinte por cento do petróleo e do gás comercializados globalmente. Um navio com bandeira de Palau sofreu danos próximo à costa de Omã, com registro de feridos e evacuação da tripulação. Outro petroleiro, identificado por sistemas de rastreamento marítimo, também relatou impacto na mesma região.

Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos informou ter afundado a corveta iraniana Jamaran no golfo de Omã. Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram oficialmente o episódio.

O aumento das hostilidades elevou o nível de alerta na navegação comercial. Dados de monitoramento indicam que dezenas de embarcações permaneceram ancoradas em águas do golfo Pérsico e na costa de Omã antes de atravessar o estreito, que possui cerca de quarenta quilômetros em seu ponto mais estreito. A região é considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.

Apesar de não haver anúncio formal de fechamento do estreito, o cenário já influencia o mercado internacional de energia. Analistas observam tendência de alta nos preços futuros do petróleo diante da incerteza sobre a duração e a intensidade das tensões. Em um contexto global interligado, até mesmo disputas regionais rapidamente se tornam variáveis econômicas de alcance mundial.

O episódio reforça o ambiente de risco elevado no Oriente Médio e mantém atenção diplomática e militar voltada para a segurança da navegação e para os desdobramentos geopolíticos nas próximas semanas.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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