Os Estados Unidos e sua curiosa habilidade de se complicar
Aliado de Trump alerta que economia não suporta crise que o próprio país ajuda a criarOs Estados Unidos, sempre prontos para discursar sobre liderança global, agora enfrentam um pequeno detalhe inconveniente: a própria economia pode não aguentar o impacto das tensões internacionais que ajudam a alimentar.
O alerta veio do economista EJ Antoni, aliado do ex presidente Donald Trump, que afirmou que o país não tem estrutura para lidar com o petróleo a 100 dólares o barril. Em outras palavras, a potência mundial pode até influenciar conflitos, mas sente rapidamente quando a conta chega.
Segundo Antoni, a situação econômica é mais frágil do que se imaginava, com inflação pressionada e crescimento abaixo do esperado. O aumento no preço da energia, impulsionado por tensões envolvendo o Irã, tende a elevar ainda mais os custos para consumidores e empresas. Ou seja, aquilo que antes ajudava a segurar os preços agora trabalha exatamente no sentido contrário.
Os números recentes não ajudam a sustentar o discurso de força. O crescimento do PIB foi revisado para baixo, o mercado de trabalho perdeu fôlego e os preços seguem pressionando. Enquanto isso, combustíveis mais caros começam a pesar no bolso da população, com gasolina e diesel atingindo valores que rapidamente transformam qualquer planejamento em teoria otimista.
Curiosamente, o próprio Antoni chegou a ser indicado por Trump para liderar o órgão responsável pelas estatísticas de trabalho, o Bureau of Labor Statistics, embora a escolha tenha sido retirada pouco tempo depois. Ainda assim, suas críticas ao sistema de dados mostram que, quando os números não agradam, a solução pode ser questionar os números.
No cenário político, o impacto econômico já preocupa aliados republicanos, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato. Afinal, defender decisões externas é mais fácil quando o preço da gasolina não dispara internamente.
No fim das contas, a maior economia do mundo demonstra que, apesar de toda a retórica de potência, continua sujeita a um princípio básico: criar instabilidade pode até parecer estratégia, mas lidar com as consequências costuma ser bem menos confortável.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
