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Alcance do serviço de alerta de desastres naturais vai crescer 85% até 2026, anuncia Cemaden

A meta foi divulgada pela diretora do Cemaden, Regina Alvalá
Redação

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou que pretende ampliar em 84,9% o número de municípios monitorados por seu sistema de alertas até o final de 2026. O serviço, que atualmente cobre 1.133 cidades, passará a alcançar 2.095 municípios, beneficiando 75% da população brasileira.

Foto: ReproduçãoSistema de Alerta de Desastres Climáticos
Sistema de Alerta de Desastres Climáticos

A meta foi divulgada pela diretora do Cemaden, Regina Alvalá, durante mesa redonda realizada na Casa da Ciência, sede do MCTI durante a COP 30, que debateu o tema “Desastres Climáticos no Brasil e no Mundo”.

“Hoje, o Cemaden monitora áreas de risco em 1.133 municípios, abrangendo cerca de 60% dos brasileiros. Até o final de 2026, queremos chegar a 2.095 municípios, ampliando o alcance dos alertas para regiões mais vulneráveis”, destacou Regina Alvalá.

Monitoramento e prevenção

O Cemaden, criado em 2011, é responsável por monitorar e emitir alertas de desastres naturais — como enchentes, deslizamentos e secas — que subsidiam ações preventivas para salvar vidas e reduzir vulnerabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Além de Regina Alvalá, participaram do debate o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, José Marengo, e o pesquisador Victor Marchezini. Também estiveram presentes a coordenadora-geral de Monitoramento Ambiental do Ministério da Defesa, Edileuza de Melo Nogueira, e o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Enner Alcântara.

Ameaças múltiplas e aquecimento global

O encontro também discutiu os Sistemas de Alerta Precoce para Múltiplos Riscos de Desastres (MHEWS, na sigla em inglês), que fornecem informações rápidas e precisas para auxiliar comunidades na prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.

Segundo José Marengo, o aumento na frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos é uma consequência direta do aquecimento global.

“O extremo climático, por si só, não é o desastre. Ele se torna um desastre quando se combina com alta vulnerabilidade e exposição”, explicou o pesquisador.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) destaca que 16 dos 32 países latino-americanos membros já fornecem serviços climáticos essenciais, e que alertas eficazes reduzem significativamente as taxas de mortalidade e o número de pessoas afetadas por desastres.

Casa da Ciência na COP 30

A Casa da Ciência do MCTI, localizada no Museu Paranaense Emílio Goeldi, em Belém (PA), funciona como um espaço de divulgação científica voltado a soluções climáticas e sustentabilidade. Até o dia 21 de novembro, o local abriga exposições, oficinas, rodas de conversa, lançamentos e atividades interativas abertas ao público, sendo a sede simbólica do ministério durante a conferência.

Fonte: Revista40graus, colaboradores, COP30 e CEMADEN

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