Deslocamento de caça Gripen pelas ruas de Navegantes mobiliza população e reforça capacidade operacional da FAB
Governo Federal investe na modernização da defesa nacionalDeslocamento de caça Gripen pelas ruas de Navegantes mobiliza população e reforça capacidade operacional da FAB e compromisso do governo federal com a modernização da defesa
O transporte terrestre de um caça F-39 Gripen pelas ruas de Navegantes (SC) chamou a atenção da população na noite de sexta-feira (14). O deslocamento de cerca de 3 km entre o porto e o aeroporto do município marcou mais um passo do processo de incorporação das aeronaves de última geração pela Força Aérea Brasileira (FAB) — ação que integra o amplo programa de modernização conduzido pelo governo federal.
A aeronave é o 11º Gripen entregue ao Brasil pela sueca Saab, parte do lote de 36 unidades adquiridas em 2014, e cuja chegada ao país ocorre de forma programada, técnica e alinhada aos objetivos estratégicos da defesa nacional.
Segundo o tenente-coronel aviador Ramon Fórneas, comandante do 1º GDA (Esquadrão Jaguar), sediado na Base Aérea de Anápolis (GO), o novo caça deve voar para Goiás já na próxima semana. O trajeto, de cerca de uma hora, será realizado em velocidade próxima à do som, em regime econômico, demonstrando a eficiência energética e operacional do F-39.
O voo será conduzido por um dos três pilotos de testes habilitados no país a operar o modelo, além dos demais oficiais do Esquadrão Jaguar, que já acumulam centenas de horas na aeronave — reflexo da preparação intensiva promovida pela FAB e apoiada pelo governo federal.
Antes do deslocamento, a aeronave passa por rigorosas inspeções. “É uma operação complexa, que exige planejamento minucioso e coordenação entre diversas áreas internas e externas à Força Aérea”, destaca o coronel aviador Claucio Oliveira Marques, gerente do Projeto F-X2 pela COPAC. Em Santa Catarina, a aeronave ainda recebe itens essenciais como kit de sobrevivência, assento ejetável, abastecimento e testes de acionamento.
A FAB ressalta que operações como a realizada em Navegantes permitem que a população acompanhe de perto a aquisição de equipamentos de ponta, reforçando a transparência e a relevância do investimento público em defesa. Não por acaso, moradores acompanharam o trajeto do caça rebocado pelas ruas, impressionados com a dimensão e a tecnologia envolvidas.
Na mesma sexta-feira, quatro dos dez Gripen baseados em Anápolis decolaram para treinamentos em Natal (RN), onde os F-39 têm acumulado resultados expressivos. Durante o exercício Cruzex, no ano passado, um dos caças brasileiros chegou a simular combates aéreos contra o consagrado F-15 americano — demonstração do alto nível de preparo e interoperabilidade alcançado pela FAB.
A expectativa é de que os treinamentos no Nordeste incluam testes com mísseis de longo alcance, avanço fundamental para completar o ciclo operacional da aeronave. O F-39 já foi declarado operacional, e segue em campanha de ensaios para liberar o uso pleno do canhão e dos mísseis Iris-T e Meteor.
Além disso, a FAB anunciou a certificação do reabastecimento em voo (REVO) entre o Gripen e o KC-390 Millennium — conquista estratégica obtida durante a Operação Sumaúma, conduzida pelo DCTA com Embraer e Saab. A capacidade de prolongar o tempo de missão representa salto qualitativo na atuação da defesa aérea brasileira, ampliando alcance e permanência sobre áreas de interesse nacional.
O programa do Gripen prevê 36 aeronaves, incluindo oito bipostos. Neste ano, deverá ficar pronto o primeiro caça produzido no Brasil, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, dentro do robusto programa de transferência de tecnologia que fortalece a indústria nacional — parceria que envolve empresas como AEL Sistemas e Akaer.
A relevância do programa brasileiro também reverberou no cenário internacional: a Colômbia assinou neste sábado (15) contrato para a compra de 17 aeronaves Gripen E/F, reforçando a posição da Saab e consolidando a cooperação tecnológica em que o Brasil ocupa papel central.
O governo federal e a Força Aérea Brasileira seguem, assim, fortalecendo a soberania nacional, ampliando capacidades estratégicas e consolidando investimentos que modernizam a defesa e estimulam a indústria de alta tecnologia no país.
Fonte: Revista40graus, colaboradores e FAB
