Em três anos, Brasil volta ao centro do mundo — e com voz ativa
Política externa ganha fôlego, amplia alianças e coloca o país nos debates globaisEm apenas três anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil virou a página do isolamento e voltou a circular com desenvoltura pelos principais salões da diplomacia internacional. O resultado é uma política externa ativa, reconhecida e cada vez mais influente — da geopolítica ao clima, da economia ao combate à fome.
O país retomou o diálogo com parceiros históricos, voltou a liderar fóruns multilaterais e passou a ser ouvido quando o assunto é democracia, desenvolvimento, justiça social e sustentabilidade. A presença constante do presidente em encontros estratégicos e a articulação diplomática intensa reposicionaram o Brasil no centro das grandes conversas globais.
Brasil forte no Sul Global
O BRICS se consolidou como um dos pilares dessa nova fase. Ao assumir, pela quarta vez, a presidência pro tempore do grupo em 2025, o Brasil reforçou a defesa de uma governança global mais inclusiva, sustentável e menos concentrada. Sob liderança brasileira, o bloco avançou em cooperação prática, financiamento ao desenvolvimento, combate às desigualdades e transição energética.
O Novo Banco de Desenvolvimento ganhou protagonismo como ferramenta concreta para transformar discursos em projetos, apoiando iniciativas em infraestrutura, inovação, saúde, ciência e tecnologia. Em resumo: menos retórica, mais entrega.
Combate à fome no centro da agenda
Na presidência do G20, em 2024, o Brasil fez questão de lembrar ao mundo que crescimento econômico sem justiça social não se sustenta. O combate à fome e à pobreza entrou de vez na pauta econômica internacional com o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, hoje com mais de 200 membros.
Inspirada em políticas públicas brasileiras, a iniciativa já apresenta resultados concretos, com países implementando planos nacionais apoiados por uma ampla rede internacional. O Brasil, mais uma vez, mostrou que experiência conta — e muito.
Integração regional em movimento
No MERCOSUL, a presidência brasileira reforçou a integração regional como estratégia de desenvolvimento. Houve avanço em temas como transição energética, inovação, sustentabilidade e fortalecimento do mercado regional. O debate sobre a renovação do FOCEM, que já financiou dezenas de projetos estruturantes, ganhou novo impulso.
Iniciativas inéditas, como o Fórum Empresarial Agrícola do MERCOSUL e a agenda MERCOSUL Verde, deram ao bloco uma cara mais moderna e conectada com os desafios do século 21.
Segurança sem fronteiras
A cooperação regional também avançou na área da segurança. O MERCOSUL aprovou uma estratégia inédita de combate ao crime organizado transnacional, com criação de uma comissão específica para integrar ações, compartilhar inteligência e fortalecer instituições.
No mesmo espírito, o Brasil inaugurou o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, reunindo forças de segurança de estados brasileiros e países vizinhos para enfrentar crimes que não respeitam fronteiras — com inteligência, coordenação e resultados.
Clima no topo das prioridades
A escolha do Brasil como sede da COP30, em Belém, foi mais que simbólica: foi reconhecimento internacional. O evento consolidou o país como liderança climática global e deixou como legado o Pacote de Belém, com 29 decisões que avançam em financiamento climático, transição justa, tecnologia e preservação ambiental.
A mensagem brasileira foi clara: enfrentar a crise climática exige coragem, cooperação e justiça social — especialmente para países que ainda combatem desigualdades históricas.
Democracia, soberania e diálogo
Em fóruns da América Latina, Europa e Ásia, o Brasil reafirmou a defesa da democracia, do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos. A diplomacia brasileira voltou a falar grosso quando necessário — e a dialogar sempre.
Ao fim desses três anos, o saldo é evidente: o Brasil voltou a ser protagonista, não por imposição, mas por articulação. Com ideias, propostas e presença, o país mostrou que sabe — e quer — jogar o jogo global de cabeça erguida.
Fonte: Revista40graus, Governo federal e mídias e Colaboradores
