Advogado é preso suspeito de tentar intimidar magistrado no litoral do Piauí
Polícia Civil aponta perseguição e tentativa de interferência em decisões da JustiçaUm advogado da área agrária foi preso preventivamente na manhã desta terça feira (10) durante a Operação Intangere realizada pela Polícia Civil do Piauí em Parnaíba, no litoral do estado. A investigação apura suspeitas de perseguição, coação no curso do processo e tentativa de interferência na atuação do Poder Judiciário.
Segundo as apurações, o investigado teria adotado práticas de intimidação e constrangimento contra autoridades, incluindo o monitoramento de um magistrado e o uso de terceiros ligados à criminalidade organizada para pressionar decisões judiciais.
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, a denúncia surgiu após uma pessoa procurar a polícia e relatar que havia sido chamada para ajudar nas ameaças. O denunciante afirmou que decidiu colaborar com as autoridades depois de perceber a gravidade do que estava sendo planejado.
Segundo o delegado, o advogado estaria insatisfeito com decisões judiciais que não favoreciam seus interesses e teria passado a tentar intimidar o Judiciário. A estratégia, aparentemente, incluía monitoramento e mensagens com planejamento de ações contra um magistrado que atua na cidade de Luís Correia.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e outros materiais que agora serão analisados para aprofundar as investigações. Afinal, quando alguém resolve trocar o debate jurídico por pressão e ameaça, a investigação costuma ficar bem mais detalhada.
A prisão foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí, conforme determina a legislação.
O nome da operação, Intangere, faz referência ao caráter inviolável das instituições e da Justiça. Em outras palavras, decisões judiciais podem até ser contestadas nos tribunais, mas tentar intimidar juiz fora deles costuma terminar exatamente onde terminou neste caso: com a polícia batendo à porta.
Fonte: Revista40graus, TJ-PI, SSP-PI, mídias e colaboradores
