Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Caso de PM morta em SP cobra resposta firme e sem privilégios

Investigação aponta feminicídio e levanta debate sobre poder, abuso e responsabilidade
Redação

A morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia, deixou de ser tratada como possível suicídio e passou a ser investigada como feminicídio. Uma reviravolta que, convenhamos, muda completamente o peso das perguntas que precisam ser respondidas.

Foto: ReproduçãoMensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana
Mensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana

O principal suspeito é o marido, o tenente coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente e agora também investigado por fraude processual. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, há indícios de que a cena do crime tenha sido alterada para sustentar a versão de suicídio.

Foto: ReproduçãoMensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana
Mensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana

As provas reunidas no inquérito apontam para um cenário bem diferente do inicialmente apresentado. Laudos periciais indicam que a vítima foi surpreendida, tentou reagir e foi contida antes do disparo, que ocorreu a curtíssima distância e em uma trajetória incompatível com um ato voluntário. A análise do local também levanta inconsistências na versão apresentada pelo oficial.

Foto: ReproduçãoMensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana
Mensagens trocadas pelo Whatsapp entre o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves Santana

Além dos elementos técnicos, mensagens trocadas entre o casal revelam um relacionamento marcado por controle, imposição e visões distorcidas sobre o papel da mulher. Para os investigadores, o conteúdo evidencia um ambiente de abuso psicológico, com indícios também de agressões físicas.

Foto: ReproduçãoTenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto sendo conduzido preso pela Corregedoria da PM-SP
Tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto sendo conduzido preso pela Corregedoria da PM-SP

A prisão do tenente coronel ocorreu por determinação da Justiça Militar, e ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. O caso segue sob análise judicial, enquanto a defesa questiona aspectos processuais e avalia medidas para contestar a prisão.

Foto: ReproduçãoVestuário do tenente-coronel Geraldo
Vestuário do tenente-coronel Geraldo

Diante de um episódio tão grave, a expectativa é que o rigor da lei não faça distinção de patente. Afinal, quando uma policial militar morre em circunstâncias suspeitas, dentro da própria casa e com indícios consistentes de violência, o mínimo que se espera é uma apuração profunda, transparente e sem atalhos.

Foto: ReproduçãoReconstituição e pericia
Reconstituição e pericia

No fim, a farda que deveria representar proteção e compromisso com a lei também cobra coerência. E, neste caso, a sociedade aguarda que a Justiça faça exatamente o que dela se espera: esclarecer os fatos e responsabilizar quem for culpado, sem privilégios e sem versões convenientes.

Fonte: Revista40graus, SSP-SP, mídias, redes sociais e colaboradores

Comente