Condenado por latrocínio que sumiu após saidinha reaparece e volta direto para a prisão em Teresina
Foragido com pena de mais de 40 anos é localizado pela Rone e reconduzido ao sistema penitenciárioDepois de aproveitar a chamada saída temporária e decidir ignorar o compromisso básico de voltar ao presídio, o condenado Geilson Bernardino, conhecido como Bibi, acabou reencontrando a lei na noite desta quinta feira no bairro Matadouro, zona Norte de Teresina. A prisão foi realizada por uma equipe do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial que localizou o foragido após trabalho do setor de inteligência da Polícia Militar.
Bibi estava foragido desde julho do ano passado, quando recebeu autorização para saída temporária do sistema penitenciário. A diferença é que, ao contrário do que prevê a lei, ele aparentemente interpretou a medida como convite para desaparecer. O detalhe é que a Justiça costuma ter memória longa e a polícia também.
Segundo o comandante da Rone, tenente coronel Audivan Nunes, as equipes receberam informações de que o condenado estava escondido em uma residência no bairro Matadouro. Após a localização do endereço, os policiais realizaram a abordagem e cumpriram o mandado de prisão.
Durante a ação, o suspeito ainda tentou esboçar reação para fugir novamente, mas foi rapidamente contido pelos policiais. A tentativa durou pouco e terminou como manda o procedimento legal com o retorno do foragido à custódia do Estado.
Geilson Bernardino cumpre pena superior a 40 anos de prisão pelo latrocínio da advogada Lílian Samara Nunes Barros, de 25 anos. O crime ocorreu em 2008 e causou forte repercussão na capital.
Na ocasião, Bibi e o comparsa Kleyton de Sousa Costa, conhecido como Topete, realizavam uma sequência de assaltos no bairro Marquês, na zona Norte de Teresina. Durante a ação criminosa, abordaram a advogada e ordenaram que ela parasse o carro. Assustada, a vítima freou o veículo, momento em que foi atingida por um disparo nas costas. O projétil perfurou pulmão e coração e ela não resistiu.
Após o crime, os envolvidos foram localizados e presos poucos dias depois. Ambos acabaram condenados a 46 anos de prisão por três crimes cometidos naquela madrugada. Topete permanece preso.
Com a recaptura de Bibi, a Justiça reafirma um princípio simples que às vezes alguns insistem em testar a liberdade concedida pela lei tem regras e, quando elas são ignoradas, o retorno ao sistema penitenciário costuma ser rápido. A diferença é que desta vez não há saída temporária no horizonte, apenas o cumprimento da pena determinada pela própria Justiça.
Fonte: Revista40graus, PM-PI, mídias, redes sociais e colaboradores
