Empresário é preso por suspeita de fraudes em financiamentos no Piauí
Investigação aponta anúncios falsos e atuação sem autorização do Banco CentralUm empresário foi preso em Brasília, no Distrito Federal, suspeito de integrar um esquema de fraudes na venda de financiamentos e consórcios de veículos que fez vítimas no Piauí e em outros estados. A prisão preventiva foi cumprida na sexta-feira (27) pela Polícia Civil do Piauí, com apoio da Polícia Federal.
Outros dois empresários já haviam sido detidos ao longo da semana no Piauí e em Pernambuco, também por suspeita de participação no mesmo esquema. Ao todo, três mandados de prisão foram cumpridos.
Segundo o delegado, os investigados utilizavam anúncios falsos em redes sociais, especialmente no Facebook, oferecendo veículos com condições facilitadas e promessa de entrega rápida. As vítimas acreditavam estar contratando financiamentos tradicionais, mas acabavam vinculadas a contratos de consórcio diferentes da proposta inicialmente apresentada — uma diferença que só ficava clara depois do pagamento.
De acordo com a investigação, após o pagamento de valores iniciais, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos. Foram identificadas vítimas no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, somando dezenas de pessoas que teriam sofrido prejuízos financeiros.
A apuração também constatou que a empresa investigada não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios, o que reforça os indícios de irregularidade.
O empresário preso em Brasília é proprietário de uma financeira em Goiânia e, até o momento, deve prestar depoimento por videoconferência. Não há previsão de recambiamento para Teresina.
As medidas cautelares foram autorizadas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina e incluem suspensão das atividades das empresas investigadas, mandados de busca e apreensão e bloqueio judicial de valores em contas dos suspeitos, com o objetivo de ressarcir as vítimas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. Para quem apostou que a internet seria terra sem lei, a resposta judicial começa a mostrar que nem todo “negócio imperdível” termina como anunciado.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores
