Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Justiça avança no caso de sequestro de adolescente em Monsenhor Gil

Cinco réus são ouvidos em audiência e processo entra na fase final antes da sentença
Redação

A Justiça realizou nesta quinta feira 12 a audiência de instrução e julgamento do processo que apura o sequestro de um adolescente de 14 anos ocorrido em 2025 no município de Monsenhor Gil, no Piauí. Cinco pessoas respondem ao processo e aguardam agora os próximos passos que podem levar à sentença.

Foto: ReproduçãoO adolescente e o pai Almerindo Carvalho
O adolescente e o pai Almerindo Carvalho

A sessão reuniu vítimas, testemunhas e os réus do caso, em uma audiência que começou por volta das 10h e seguiu até o final da tarde. Após essa etapa, o processo entra na fase de alegações finais do Ministério Público do Piauí e da defesa. Só depois disso o juiz responsável deverá proferir a sentença.

O pai do adolescente, o empresário Almerindo Carvalho, participou da audiência representando o filho, que optou por não comparecer por ser menor de idade.

Segundo ele, praticamente todas as testemunhas previstas foram ouvidas. Apenas uma não compareceu e acabou dispensada pela promotoria.

Parte dos réus participou da audiência de forma virtual a partir do sistema prisional do estado. Já o apontado como mentor do crime, Ítalo da Silva Araújo, acompanhou a sessão a partir de Campinas, no estado de São Paulo, onde permanece preso desde julho de 2025.

A expectativa da família é que o julgamento traga uma resposta clara do sistema de justiça.

A mãe do adolescente, Juliana Carvalho, afirmou esperar que os responsáveis sejam condenados e cumpram pena em regime fechado.

Crime mobilizou forças de segurança

O adolescente foi sequestrado na noite de 26 de junho de 2025, quando voltava de bicicleta para casa após um treino de atletismo em Monsenhor Gil. De acordo com as investigações da Polícia Civil do Piauí, ele foi interceptado por criminosos que estavam em um carro preto.

A partir daí começou uma operação envolvendo equipes da Polícia Civil do Piauí, da Polícia Militar do Piauí e setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

O jovem foi localizado no dia seguinte em uma área de mata entre os municípios de Nazária e Demerval Lobão, após permanecer cerca de 18 horas em cativeiro. O plano criminoso incluía a exigência de R$ 250 mil como resgate.

A investigação apontou a participação de ao menos sete pessoas no crime. Durante as operações policiais, alguns suspeitos foram presos e dois morreram em confronto com a polícia.

Justiça como resposta ao crime

Atualmente cinco pessoas seguem como rés no processo que apura o sequestro. Entre elas estão o apontado mentor Ítalo da Silva Araújo, além de Antonio Carlos Oliveira Cruz, Francisco Orlando Almeida Sousa, Andreia da Conceição Ferreira e Maria Amanda Ferreira.

Antonio Carlos Oliveira Cruz foi preso em 2025 durante operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas no município de Nazária.

Enquanto o processo avança, o caso segue como exemplo de que crimes graves como sequestro mobilizam rapidamente as forças de segurança e o sistema de justiça. A mensagem que fica é simples e direta: quem aposta na impunidade costuma acabar encontrando a polícia, o Ministério Público e a Justiça pelo caminho.

Mesmo após o episódio traumático, o adolescente retomou sua rotina esportiva. Ele participou dos Jogos Escolares Piauienses e conquistou o terceiro lugar na prova de corrida com barreiras representando a Escola César Brito, mostrando que a vida continua, enquanto a Justiça cuida do restante. 

Fonte: Revista40graus, TJ-PI, mídias, redes sociais e colaboradores

Comente