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Correios registram prejuízo líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Déficit é 82% maior do que o registrado no mesmo período em 2025, quando houve um rombo de R$ 1,7 bilhão
Redação

Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026. O número foi apresentado no balanço financeiro divulgado pela empresa no último final de semana.

Foto: Reprodução | Agência Enquadrar/FolhapressTesouro aprova empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação dos Correios
Correios registram prejuiízo líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026

O déficit registrado nos três primeiros meses deste ano é 82,35% maior do que o anunciado no mesmo período do ano anterior, quando a estatal registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão.

De acordo com a companhia, o desempenho negativo é resultado de fatores estruturais e questões de mercado. A empresa passa por uma redução persistente nas receitas de serviços postais tradicionais, além de um aumento da concorrência em segmentos logísticos que rendem mais, como o e-commerce.

Outra questão apontada foi o aumento das despesas gerais e administrativas, que passaram de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões na comparação anual. Segundo os Correios, o salto foi motivado por reajustes salariais, pressões inflacionárias e pela revisão de provisões relacionadas a processos judiciais trabalhistas, cíveis e fiscais.

Apesar do rombo, a empresa conseguiu apresentar melhora no lucro bruto, que alcançou R$ 153,4 milhões de reais no trimestre e reverteu o resultado negativo observado em 2025. Além disso, a receita bruta, de R$ 4,04 bilhões, também apresentou desempenho superior ao esperado para o trimestre. Os Correios informam que os indicadores positivos reforçam a estabilidade operacional e a recuperação gradual da base de receitas, conforme previsto no plano de reestruturação. 

Em comunicado, a empresa assegurou que a meta ainda é recuperar o equilíbrio econômico e voltar a operar com superávit a partir do ano de 2027. O Plano de Reestruturação possui três eixos: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos. Para isso, algumas medidas anunciadas foram a tomada de empréstimos bilionários, um plano de demissão voluntária (PDV), reformulação do plano de saúde dos funcionários, fechamento de pontos deficitários, venda de imóveis e revisão de contratos. 

Fonte: Reprodução | CNN | VEJA

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