Pesquisa Genial/Quaest mostra que 68% dos brasileiros são a favor da escala 6x1
Levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio, com uma amostra de 2.004 pessoas de 16 anos ou maisA porcentagem de entrevistados que apoia a mudança sofreu um recuo em relação a dezembro do ano passado, quando o mesmo levantamento registrou 72% de aprovação e 24% de desaprovação.
A proposta de alteração na escala de trabalho segue em análise em uma comissão especial da Câmara dos Deputados. A comissão discute duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da jornada de trabalho, e um projeto de lei, enviado pelo governo, que prevê a limitação da jornada para 40 horas semanais e redução da escala para 5 dias de trabalho.
Diferenças por região
A aprovação pelo fim da escala tem apresentado queda, na comparação com o último levantamento, em todas as regiões pesquisadas.
Confira a aprovação em cada estado brasileiro:
- No Nordeste, 72% dos entrevistados se declararam a favor da mudança e 16%, contra; 2% não são nem a favor nem contra; 10% não sabem/não responderam.
- No Sudeste, 66% dos entrevistados são a favor da mudança e 24%, contra; 4% não são nem a favor nem contra; 6% não sabem/não responderam.
- No Sul, 63% dos entrevistados são a favor e 23%, contra; 2% não são nem a favor nem contra; 6% não sabem/não responderam.
- No Centro-Oeste e no Norte, 66% são a favor e 22% são contra; 3% não são nem a favor nem contra; 9% não sabem/não responderam.
Diferenças por renda
A maior adesão à proposta vem da população com menor renda mensal. Entre os indivíduos que recebem até dois salários mínimos, 70% são a favor do fim da escala vigente e 17% são contra.
No meio dos trabalhadores que recebem entre dois e cinco salários mínimos, 68% são a favor e 22% são contra. Já entre os cidadãos com mais de cinco salários mínimos, 62% são favoráveis e 30% se opõem.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio, com uma amostra de 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Fonte: Reprodução | g1 | UOL
