Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Transporte rural segue no improviso enquanto Prefeitura adia decisão sobre frota

Discussão sobre subsídio expõe ônibus envelhecidos e dificuldades enfrentadas por quem mora na zona rural
Redação

A Comissão de Legislação e Justiça da Câmara Municipal de Teresina retirou de pauta o projeto que altera as regras do transporte coletivo rural da capital após divergências envolvendo custos da frota e aumento do subsídio pago pela Prefeitura de Teresina. Enquanto isso, quem depende diariamente do transporte rural continua enfrentando ônibus antigos, atrasos e insegurança nas estradas da zona rural.

O projeto prevê mudanças como ampliação da idade média da frota e autorização para circulação nos corredores exclusivos de ônibus. Empresários do setor alegam dificuldades financeiras e pedem que o subsídio mensal pago pelo município dobre, passando de R$ 400 mil para R$ 800 mil.

Foto: ReproduçãoCâmara Municipal de Teresina
Câmara Municipal de Teresina

O superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, Weldon Bandeira, afirmou que a Prefeitura reconhece a necessidade de renovação da frota, mas ainda avalia os impactos financeiros da medida. Na prática, o velho problema segue estacionado: ônibus envelhecidos continuam rodando enquanto a discussão sobre custos avança em ritmo mais lento que muitas linhas rurais.

Atualmente, o sistema opera com 38 ônibus e, segundo empresários, enfrenta queda no número de passageiros pagantes e aumento das gratuidades. Eles afirmam que a tarifa técnica do transporte rural já ultrapassaria R$ 10, embora o usuário pague R$ 4 pela passagem.

O vereador Carlos Ribeiro, autor da proposta, defende flexibilizar as regras para permitir veículos com até 16 anos de uso. Segundo ele, a legislação atual, que prevê média de seis anos para a frota, nunca foi efetivamente cumprida.

Durante visita à zona rural, o parlamentar relatou ter presenciado problemas mecânicos em veículos do sistema, incluindo pneus estourados durante o trajeto. A situação reforça uma cobrança antiga dos moradores: transporte rural também é transporte público e precisa funcionar com qualidade, segurança, pontualidade e preço justo para quem depende dele todos os dias.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

Comente