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Brasil apresenta avanços históricos na proteção ambiental e redução do desmatamento durante a COP30

Em 2025, o país registrou a maior redução de desmatamento em Unidades de Conservação federais desde a criação do ICMBio
Redação

O Brasil chega à COP30 com resultados expressivos e uma mensagem clara: a proteção ambiental voltou a ocupar o centro da agenda nacional — e os números confirmam isso. Em 2025, o país registrou a maior redução de desmatamento em Unidades de Conservação federais desde a criação do ICMBio, consolidando um novo ciclo de responsabilidade climática e gestão pública eficiente.

Foto: MMAFiscalização Federal ICMBIO com apoio da Polícia Federal
Fiscalização Federal ICMBIO com apoio da Polícia Federal

Hoje, o Brasil protege sob gestão federal cerca de 10% de seu território, mais de 90 milhões de hectares de áreas naturais, formando um dos maiores sistemas de conservação do planeta. Esse trabalho é liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima — um órgão que tem aperfeiçoado a fiscalização, ampliado o diálogo com comunidades e reforçado a pesquisa científica.

Os dados divulgados neste mês falam por si:

  • Redução geral do desmatamento na Amazônia Legal: 11,08%;
  • Queda de 31% em áreas protegidas federais, o menor índice desde 2007.

Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, a COP30 é o momento ideal para mostrar ao mundo que o Brasil combina conservação, ciência, participação social e resultados concretos. “As UCs são ferramentas decisivas para enfrentar a mudança climática. A COP é a oportunidade de reafirmar esse papel e avançar numa agenda sólida”, afirma.

Natureza e pessoas: um modelo brasileiro de gestão

Um dos pilares do governo federal é integrar conservação ambiental e desenvolvimento humano — e as Unidades de Conservação de uso sustentável exemplificam bem essa visão.
Somente nas reservas extrativistas federais, cerca de 70 mil famílias vivem, produzem e protegem a floresta.

“Essa convivência entre comunidades e natureza é parte da nossa identidade de gestão”, destaca Mauro Pires. Ele relembra também o pensamento de Chico Mendes, que dá nome ao instituto: “No começo, eu achava que estava defendendo as seringueiras. Depois percebi que defendia a floresta. No fim, entendi que estava defendendo a humanidade.”

Compromisso político no território

No início de novembro, durante a agenda pré-COP30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de Mauro Pires, da ministra Marina Silva e da ministra Sonia Guajajara, visitou duas Unidades de Conservação no oeste do Pará. A presença do governo federal reforçou o compromisso com uma política climática que combina preservação, inclusão social, protagonismo indígena e desenvolvimento sustentável.

Participação estratégica do ICMBio na COP30

Com 344 UCs sob sua gestão — sendo 134 somente na Amazônia — o ICMBio leva à COP30 uma visão plural e moderna. “Realizar a COP na Amazônia chama o mundo a reconhecer o valor estratégico das florestas tropicais”, afirma Pires.

Entre os destaques da participação brasileira:

  • promoção do protagonismo feminino na conservação;
  • fortalecimento da cooperação internacional;
  • assinatura de acordos ambientais com a França e com o estado alemão de Baden-Württemberg;
  • aprofundamento de parcerias técnicas, como a cooperação com o Peru;
  • ampliação do diálogo com instituições ambientais globais.

A programação desta segunda (17) e terça-feira (18) na COP30 enfatiza gestão planetária e comunitária, com foco em Florestas, Oceanos, Biodiversidade, Povos Indígenas e comunidades tradicionais — temas em que o Brasil tem autoridade, experiência e resultados concretos para apresentar.

O país chega à conferência com números positivos, política ambiental consistente e uma mensagem equilibrada: proteger a natureza é proteger as pessoas, a economia e o futuro — e o Brasil está pronto para liderar esse caminho.

Fonte: Revista40graus, colaboradores e COP30

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