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Flávio Bolsonaro tenta vender “patrocínio privado”, mas perguntas sobre origem do dinheiro seguem abertas

Senador nega irregularidades no caso Vorcaro, enquanto investigações ampliam suspeitas sobre o banco
Foto: Rede SocialFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro resolveu adotar a tese do “era tudo privado” ao comentar os repasses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, não houve dinheiro público, nem Lei Rouanet, nem vantagens indevidas. Tudo muito legal. A dúvida é: legal em qual sentido exatamente?

Porque quando um banqueiro investigado aparece distribuindo milhões com uma generosidade quase cinematográfica para figuras influentes da República, a pergunta inevitável não é apenas se o dinheiro era privado, mas qual seria a verdadeira origem desse “privado”.

Foto: ReproduçãoBrasão da Polícia Federal
Brasão da Polícia Federal

As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam suspeitas envolvendo movimentações financeiras complexas, fundos de investimento e recursos ligados a investidores e aposentados. Ou seja: o debate não gira apenas em torno da existência de um patrocínio, mas da procedência do dinheiro utilizado nesses repasses.

Flávio afirma que apenas buscava financiamento para um filme sobre o pai e tenta se apresentar como alguém distante das suspeitas envolvendo Daniel Vorcaro. O problema é que as mensagens divulgadas, os pedidos por pagamentos atrasados e a proximidade demonstrada nas conversas acabam levantando questionamentos que vão muito além de um simples “apoio cultural”.

A tentativa de erguer uma cortina de moralidade sobre a relação esbarra justamente no avanço das investigações e na imagem pública que se consolidou em torno do banqueiro, apontado como alguém que transitava com extrema facilidade entre empresários, políticos e figuras influentes.

No fim das contas, o discurso do “não tinha dinheiro público” parece tentar simplificar um caso que continua cercado de perguntas. Porque, em situações assim, o problema não é apenas o dinheiro ser privado. É entender de onde ele veio, como circulou e por que parecia tão disponível para agradar tanta gente importante ao mesmo tempo.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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