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Moraes libera visitas familiares a Bolsonaro

Porque até no vitimismo em série é preciso seguir o ritual institucional
Redação

O ministro Alexandre de Moraes autorizou, neste domingo (23), que Jair Bolsonaro receba visitas da esposa Michelle e dos filhos — uma decisão que, diga-se, atende integralmente ao protocolo legal, embora certamente também componha mais um capítulo do habitual enredo de martírio da família. As visitas foram pedidas pela defesa e poderão ocorrer entre 15h e 17h, se o ex-presidente ainda estiver preso após a audiência de custódia das 12h. Afinal, nem todo drama familiar consegue competir com o cronograma do Judiciário.

Foto: Redes SociaisBolsonaro e filhos
Bolsonaro e filhos

A defesa não informou quais dos cinco filhos pretendem aparecer. Eduardo, por exemplo, continua nos Estados Unidos desde fevereiro, alegando “perseguição política” — uma justificativa que combina com a narrativa de vitimização que virou marca registrada do clã, ainda que raramente resista ao teste dos fatos.

Prisão preventiva — mas sem perder o encanto melodramático

Bolsonaro foi preso em casa, onde cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica. A detenção é preventiva, não o início de cumprimento da pena a que foi condenado: 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

O curioso é que a prisão ocorreu por um detalhe nada poético: segundo a PF, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira às 0h08 deste sábado. Em depoimento, confessou ter usado… um ferro de solda para queimar o case do equipamento. Uma operação que revela muito sobre suas habilidades técnicas — e pouco sobre estratégia.

Diante da vigília convocada por Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio do pai, Moraes entendeu que havia risco elevado de fuga. E, como se a cena pedisse coerência narrativa, mesmo após a prisão, Flávio seguiu comandando o “círculo de orações” no sábado à noite. Nada como fé, lanterna de celular e melodrama para compor o quadro.

No fim, tudo dentro da legalidade: visitas autorizadas, audiência de custódia marcada e o enredo da família Bolsonaro seguindo seu rumo — sempre entre a liturgia institucional e a dramaturgia política que eles próprios insistem em cultivar.

Fonte: Revista40graus, colaboradores, STF, redes sociais e meios de comunicação

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