Tribunal do crime fecha as portas no Dirceu após visita da lei
Seis suspeitos são detidos em casa abandonada usada para tráfico e julgamentos paralelosUma casa abandonada no bairro Dirceu II, na zona Sudeste de Teresina, estava sendo utilizada para algo que seus ocupantes pareciam considerar uma espécie de “filial alternativa da Justiça”. O problema é que, no Brasil, quem julga é o Judiciário e não facções. O resultado foi previsível: seis suspeitos acabaram detidos na tarde desta quarta-feira após a chegada da polícia.
A ação foi realizada por equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial. Segundo o comandante da unidade, coronel Audivan Nunes, a polícia recebeu denúncia de que o imóvel estava sendo usado para tráfico de drogas, reuniões de integrantes de facção criminosa e até para o chamado “tribunal do crime”.
Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram rapidamente que a movimentação não tinha nada de reunião comunitária. Com a aproximação das viaturas, parte do grupo tentou fugir. Dois foram capturados imediatamente e os demais acabaram detidos após cerco no quarteirão.
Dos seis conduzidos, quatro são maiores de idade e dois menores. Todos foram levados à Central de Flagrantes para os procedimentos legais, porque quando a Justiça de verdade chega, ela não costuma pedir permissão.
Havia ainda a informação de que o grupo estava armado. Durante a fuga, porém, as armas teriam sido descartadas e não foram localizadas. Mesmo assim, os policiais apreenderam celulares, entorpecentes e dinheiro no local.
De acordo com o coronel Audivan Nunes, os aparelhos telefônicos continham informações que indicam ligação com facção criminosa, tráfico de drogas e organização das atividades do chamado tribunal clandestino. Moradores da região relataram que o medo já fazia parte da rotina e que muitos evitavam até passar pela rua.
Outro detalhe curioso é que três dos presos já haviam sido detidos cerca de duas semanas antes, mas estavam em liberdade. Agora, com nova passagem pela polícia, terão mais uma oportunidade de explicar à Justiça oficial por que insistiam em brincar de magistrados do crime.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI, BPRONE e colaboradores
