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STJ mantém prisões em operação que apura lavagem de dinheiro

Nova decisão judicial reforça investigações sobre esquema ligado ao crime organizado
Redação

O Superior Tribunal de Justiça decidiu manter as prisões de Raphael Sousa Oliveira, MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal.

A decisão foi proferida pelo ministro Messod Azulay Neto, que negou o novo pedido de habeas corpus apresentado pelas defesas. O entendimento foi de que a solicitação perdeu o objeto, já que a prisão temporária inicialmente questionada foi substituída por uma prisão preventiva, decretada posteriormente pela Justiça Federal.

Foto: Redes SociaisMC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei
MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei

O caso ganhou novos desdobramentos após o próprio STJ ter concedido, no dia anterior, liberdade aos investigados, ao considerar irregular o prazo da prisão temporária. No entanto, logo após essa decisão, a Polícia Federal solicitou a conversão da medida em prisão preventiva, argumento aceito pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.

Na nova decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva se justifica pelo risco de continuidade das atividades investigadas e pela necessidade de garantir o andamento das apurações. Diferente da prisão temporária, que possui prazo determinado, a preventiva pode ser mantida enquanto houver indícios de risco à ordem pública ou à investigação.

O ministro do STJ ressaltou ainda que a análise da nova prisão deve ocorrer inicialmente no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, evitando a chamada supressão de instância, quando um tribunal superior decide antes das instâncias inferiores.

Entenda a investigação

A Operação Narco Fluxo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. Segundo as investigações, o grupo utilizaria plataformas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”, para ocultar a origem de recursos ilícitos.

As apurações indicam possível ligação com o Primeiro Comando da Capital, incluindo movimentações financeiras relacionadas ao tráfico internacional de drogas. A investigação aponta ainda o envolvimento de grandes volumes de entorpecentes e uso de mecanismos financeiros para dissimular os lucros obtidos.

A operação mobilizou cerca de 200 policiais federais e cumpriu dezenas de mandados judiciais em diversos estados do país. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens, que ultrapassam R$ 2 bilhões, com base nos valores supostamente obtidos pelas atividades investigadas.

As defesas dos investigados negam qualquer envolvimento com práticas ilícitas e afirmam que irão recorrer das decisões.

O caso segue em andamento, com novas etapas de análise judicial e aprofundamento das investigações para esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.

Fonte: Revista40graus, STJ, mídias, redes sociais e colaboradores

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