Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

STJ mantém prisão de Deolane e reforça avanço das investigações sobre lavagem de dinheiro

Corte rejeita habeas corpus da influenciadora e mantém apuração de suposto esquema ligado ao PCC
Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde o dia 21 de maio. Com a decisão, ela permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

A defesa buscava a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar, alegando ausência dos requisitos legais para a manutenção da medida. Os ministros, no entanto, entenderam que o caso ainda deve ser analisado pelas instâncias competentes e mantiveram a decisão já adotada pela Justiça.

Foto: ReproduçãoA advogada e influenciadora Deolane Bezerra dos Santos, presa nesta quinta-feira, 21, na Operação Vérnix - força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça
A advogada e influenciadora Deolane Bezerra dos Santos, presa nesta quinta-feira, 21, na Operação Vérnix - força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça

Deolane é investigada por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades apontam que empresas seriam utilizadas para movimentar recursos de origem suspeita e ocultar a procedência dos valores.

A investigação também alcança familiares da influenciadora e aponta a existência de uma estrutura financeira considerada complexa pelos investigadores. No relatório final encaminhado à Justiça, a polícia pediu o indiciamento de sete pessoas, incluindo Deolane e o líder da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Segundo os investigadores, movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados estão entre os principais elementos analisados no inquérito. A Polícia Civil sustenta que foram identificados indícios que justificaram a continuidade das investigações e a adoção das medidas cautelares.

Enquanto a defesa afirma que Deolane é inocente e vítima de perseguição, a manutenção da prisão pelo STJ sinaliza que, ao menos neste momento, a Justiça considera necessário que as apurações avancem sem interferências. Em um cenário frequentemente marcado por recursos e disputas jurídicas, a decisão reforça que a fama nas redes sociais não substitui a análise técnica dos fatos nem afasta o cumprimento da lei.

O caso segue em investigação e caberá à Justiça decidir, ao final do processo, sobre a responsabilidade ou não dos envolvidos.

Fonte: Revista40graus, STJ, mídias, redes sociais e colaboradores

Comente