TRT propõe aumento de subsídio enquanto população sofre com caos no transporte
Trabalhadores cobram direitos e usuários enfrentam frota precária, atrasos e omissão da PrefeituraA crise do transporte coletivo de Teresina ganhou mais um capítulo nesta quarta feira (20), durante reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região. Diante do impasse entre trabalhadores e empresários do setor, o TRT sugeriu um reajuste de 7% no subsídio mensal repassado pela Prefeitura às empresas de ônibus da capital.
Atualmente, o município transfere cerca de R$ 6 milhões por mês ao sistema de transporte coletivo, que segue acumulando críticas da população por conta da precariedade da frota, atrasos constantes, superlotação, redução de linhas e falta de investimentos estruturais.
A reunião foi conduzida pelo desembargador Téssio Tôrres e contou com a presença do secretário municipal de Finanças, Edgar Carneiro, além do superintendente da Strans, Weldon Bandeira. Uma nova rodada de negociações foi marcada para esta quinta feira (21).
Segundo o TRT, ficou evidenciado que o sistema de transporte de Teresina se tornou altamente dependente do dinheiro público para continuar funcionando. Mesmo recebendo subsídios milionários há anos, as empresas alegam dificuldades financeiras para renovar a frota, melhorar o serviço e conceder reajustes salariais aos trabalhadores.
Enquanto isso, motoristas e cobradores seguem reivindicando recomposição salarial e melhores condições de trabalho após anos de perdas acumuladas. A categoria pede reajuste de 12%, aumento do ticket alimentação e melhoria no plano de saúde.
Hoje, segundo o Sintetro, os motoristas recebem salário em torno de R$ 2.403,83, enquanto cobradores recebem apenas um salário mínimo. O ticket alimentação, que já foi maior, caiu para R$ 650, e os trabalhadores reivindicam reajuste para R$ 950.
Para além do impasse entre empresários e empregados, quem segue pagando a conta diariamente é a população de Teresina. Usuários enfrentam ônibus sucateados, demora excessiva nas paradas, linhas insuficientes, insegurança e um sistema que há anos não consegue oferecer um serviço minimamente eficiente e digno.
A própria Justiça do Trabalho reconheceu que a operação do sistema está onerosa e dependente dos cofres públicos. Ainda assim, cresce a cobrança sobre a Prefeitura de Teresina e a STRANS pela falta de planejamento e fiscalização efetiva sobre a qualidade do serviço oferecido à população.
Enquanto empresários alegam dificuldades e o município analisa novos aumentos de subsídios, trabalhadores seguem pressionados e usuários continuam convivendo diariamente com um dos maiores problemas urbanos da capital: um transporte coletivo caro, insuficiente e distante da qualidade que Teresina precisa.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
