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PF deflagra operação contra suspeitos do “Novo Cangaço”, modalidade preferida de quem acha que explosivo é currículo

A polícia cumpriu vários mandados e diversas cidades; confira
Redação

A Polícia Federal acordou cedo nesta terça-feira (18) para uma tarefa nobre: lembrar a um grupo de suspeitos que assaltar agência bancária não é carreira profissional, ainda que eles insistam em atuar com criatividade explosiva. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária no Maranhão, Piauí e São Paulo — porque, aparentemente, o grupo acreditava que uma operação interestadual dava um ar mais “profissional” ao crime.

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Segundo a PF, os seis assaltantes, devidamente encapuzados e armados como se fossem participar de uma convenção de ação hollywoodiana, realizaram o roubo em março de 2025 no estilo “Novo Cangaço”. A tática consiste basicamente em transformar a cidade em cenário de filme de faroeste, fazer reféns e explodir tudo o que estiver no caminho. Faltou só o roteiro decente — e, claro, o final feliz.

O grupo fez seis reféns, que foram usados como escudo humano enquanto os suspeitos explodiam cofres e caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal de Vitorino Freire. Depois fugiram com cerca de R$ 1,6 milhão, provavelmente acreditando que dinheiro com cheiro de pólvora não é rastreável. Ao longo da fuga, abandonaram os reféns, porque, como sempre, a “coragem” desses criminosos termina quando o perigo é real.

A PF cumpriu os mandados em cidades do Maranhão — Paço do Lumiar, Imperatriz, Bacabal e Santa Inês — além de Parnaíba, no Piauí, e Miracatu, em São Paulo. Uma verdadeira turnê nacional do crime mal planejado.

As investigações conseguiram identificar todos os envolvidos. Agora, os suspeitos poderão enfrentar acusações de roubo majorado e organização criminosa, crimes cuja soma de penas pode chegar a 28 anos de prisão — tempo suficiente para refletir que explodir banco não tem nada de épico, moderno ou vantajoso. Muito menos inteligente.

Fonte: Revista40graus, colaboradores e PF

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