Fecha a UBS, lota o hospital: a “estratégia” da saúde em Teresina
Chapadinha Norte cobra ação da FMS e de Silvio Mendes para reabrir a Lísia Castelo BrancoNa Chapadinha Norte, na Grande Santa Maria da Codipe, a lógica da gestão parece inovadora: fecha-se a porta da atenção básica e testa-se a resistência da população. A Unidade Básica de Saúde Lísia Lobão Castelo Branco, que funcionava até a última gestão, permanece fechada sob a administração do prefeito Silvio Mendes e o resultado não surpreende ninguém, exceto talvez a própria prefeitura.
Sem a UBS, moradores precisam se deslocar mais, gastar mais e esperar mais. Quem paga a conta é o já pressionado Hospital Mariano Castelo Branco, que absorve a demanda que deveria ser resolvida na atenção primária. A unidade básica que segue aberta na região também sente o impacto: filas maiores, atendimento mais lento e profissionais sobrecarregados.
A matemática da gestão é curiosa: ao invés de fortalecer a base, concentra-se o problema. E tudo isso por uma medida que poderia ser revista com uma decisão administrativa simples.
A comunidade não pede milagre, nem obra monumental. Pede providência. Pede que a Fundação Municipal de Saúde cumpra seu papel e que o prefeito enfrente a realidade da ponta. Reabrir a UBS Lísia Lobão Castelo Branco não é favor e sim um dever.
Porque, na prática, fechar uma unidade básica não economiza problema. Apenas o transfere. E, na Chapadinha Norte, já passou da hora de trocar discurso por ação concreta.
Clique na foto abaixo para assistir ao vídeo sobre a UBS.
